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As Guardas Civis do Brasil foram corporações criadas na República, inspiradas na existência da Guarda Urbana do Império, destinadas ao policiamento das cidades mais populosas, substituindo as milícias existentes, de formação paramilitar e sem a necessária civilidade para o trato diário com os cidadãos.

Destacaram-se a Guarda Civil do Distrito Federal, a Guarda Civil de São Paulo e corporações de outros estados, todas subordinadas à estrutura das Polícias Civis.

Foram extintas na ditadura militar iniciada no Brasil em 1964, cujos lideres, totalmente ignorantes e despreparados para os assuntos da segurança pública e da administração civil, decidiram conferir às milícias existentes as atribuições do policiamento ostensivo, seguindo em direção oposta às tendências mundiais, mormente a dos países mais desenvolvidos.

Em conseqüência, desestruturaram a polícia brasileira como um todo, divorciando o policiamento das ruas das atividades investigatórias realizadas nas delegacias e contribuindo para a grande ineficiência da polícia e atual insegurança do cidadão.


Guarda Civil do Distrito Federal

Criada em 24 de fevereiro de 1904, durante o governo do Presidente Rodrigues Alves, por proposta do Ministro Antônio Augusto Cardoso de Castro, Chefe de Polícia do Distrito Federal e, posteriormente Ministro da Justiça, foi contemporânea à existência da antiga capital da República no Rio de Janeiro.

Nasceu sob inspiração do trabalho de juristas brasileiros como Alfredo Pinto, Leoni Ramos, Geminiano da Franca e outros que procuraram moldar a polícia da capital federal aos padrões europeus, introduzindo no policiamento um guarda civil que respeitasse a população e estivesse inteiramente dedicado ao seu serviço e proteção. Contribuiu para a idéia, a experiência da Guarda Urbana, em funcionamento nos últimos trinta anos do Império.
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Guarda Civil do Distrito Federal - 1904

Inicialmente, com o efetivo de 256 guardas destinados ao policiamento e vigilância da cidade, teve esse número progressivamente aumentado até a reforma policial de 1907, quando passou a contar com 2.000 mil integrantes, nomeados pelo Chefe de Polícia, dentre brasileiros, com idade entre 21 e 40 anos, alfabetizados, de reconhecida moralidade e comportamento, com robustez física e pelo menos, 1,65m de altura.

A Guarda Civil do Distrito Federal tinha a direção sediada no Centro, na Praça Tiradentes e aquartelamentos em Copacabana, na Rua Tonelero, em Benfica, na Rua Célio Nascimento e GPO's (grupamentos de policiamento ostensivo) em toda a cidade, em geral nos Distritos Policiais, além de um efetivo no Palácio do Catete, sede da presidência da República.

Exerceu as suas atividades nas modalidades de policiamento a pé, a cavalo, motorizado e de trânsito. Antes da inauguração do serviço de rádio-patrulha pela Polícia Especial operava o Socorro Urgente, emergência policial sem o apoio das rádiocomunicações.

Com a mudança da capital para Brasília, em 21 de abril de 1960, a corporação passou a denominar-se Guarda Civil do Estado da Guanabara.


Guarda Civil de São Paulo

A Guarda Civil do Estado de São Paulo era uma corporação uniformizada da Polícia Civil do Estado de São Paulo, criada para realizar o policiamento ostensivo das áreas urbanas do Estado, velando pela
Guardas Civis - SP

Guarda Civil de São Paulo

segurança pública e pela incolumidade pessoal e patrimonial dos cidadãos.

Foi instituída pela Lei nº 2.141, de 22 de outubro de 1926, no governo de Carlos de Campos, que governou o Estado de São Paulo de 1924 a 1927.

Concebida como as corporações policiais de estatuto civil da Europa, principalmente da Inglaterra, exercia todas as modalidades de policiamento, como o pedestre, o motorizado, a cavalo, de motocicleta etc. Atuava no trânsito, contava com uma força de controle de distúrbios (ou "choque") e a partir da década de 40 passou a operar o serviço de rádio-patrulha.

Dotada de uma organização modelar, criou em 1955 o Corpo de Policiamento Especial Feminino destinado a velar, especialmente, pelas crianças, idosos e mulheres.

Os seus efetivos tiveram participação na Segunda Guerra Mundial, recebendo, dentre as várias missões, a incumbência de formar a primeira unidade de Polícia Militar do Exército Brasileiro, a atual Polícia do Exército.

A Guarda Civil foi extinta pela Lei nº 217/70, por imposição da ditadura militar, que estagnou a vida da nação a partir de 1964. Parte dos seus efetivos foi incorporado à Força Pública do Estado de São Paulo, atual Polícia Militar.


Guarda Civil do Paraná

A Guarda Civil (GC) do Paraná foi criada em 1911 com o objetivo de executar policiamento para a manutenção da ordem e segurança pública. Dentre suas primeiras missões estava a segurança do tráfego das linhas de bondes da cidade. Com o passar do tempo a GC foi ampliada e passou a executar diversificadas modalidades de policiamento, semelhantes às exercidas atualmente pela polícia militar.
Guarda Civil PR

Guarda Civil do Paraná - 1911

Embora fosse uma corporação uniformizada, não era uma instituição militar e no Paraná nunca foi classificada como parte da estrutura de força pública.

Na Revolução de 1932 compôs a Guarda Cívica e chegou a receber armamento de guerra e uniformes militares, entretanto não participou das operações ofensivas; permanecendo na segurança da Capital do Estado.

Como particularidade, foi a primeira instituição de segurança do Paraná a fazer uso de metralhadoras de mão (Thompson M1928, calibre .45).

A Guarda Civil foi dissolvida em 1970 após a instalação do governo militar, pois em 1969 foi estabelecido que o policiamento ostensivo uniformizado seria da atribuição exclusiva das polícias militares.


Guarda Civil do Rio Grande do Sul

A Guarda Civil do Rio Grande do Sul, criada em 21 de janeiro de 1929, foi uma corporação de policiais civis uniformizados pertencente à estrutura da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul.

Guarda Civil RS 3

Guarda Civil do Rio Grande do Sul


Tinha como atribuição o policiamento ostensivo das áreas urbanas, fazendo rondas a pé, a cavalo e motorizadas. Atuava no controle de distúrbios civis com a sua unidade de intervenção ou "choque" e executava policiamento fluvial.


Funcionava integrada ao trabalho executado pelas delegacias policiais, fornecendo-lhe, também, apoio operacional. Representava no estado gaúcho a realização do ciclo completo de polícia, que a ditadura militar de 64 aboliu em 1969.


A Guarda Civil foi extinta por força do Decreto Lei nº 667, de 2 de julho de 1969, com todas as guardas civis dos demais estados brasileiros. Pelo reaproveitamento da Lei nº 5.950/1969, os guardas rio-grandenses tornaram-se investigadores dos quadros da Polícia Civil.

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