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Centenário


O Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro foi fundado em 1912, com o nome de Museu do Crime e se dedicava a colecionar objetos relacionados às investigações criminais, que em caráter subsidiário serviam para utilização como meio auxiliar de instrução da Escola de Polícia.

No curso dos anos, o museu acrescentou ao seu acervo documentos e peças produzidas pelo trabalho policial, constituindo-se, hoje, das seguintes seções:

  • instituição policial e sua história,
  • polícia uniformizada da antiga capital federal,
  • polícia técnica,
  • a extinta polícia política,
  • primórdios das comunicações,
  • jogos proibidos e
  • armaria.

Possui um importante acervo etnográfico sobre os cultos afro-brasileiros do início do século XX, tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, em 1938, por iniciativa da direção do museu.

Está registrado no International Council of Museums como um museu científico brasileiro e tem como sede o prédio em estilo eclético francês de 1910, projetado pelo famoso arquiteto Heitor de Mello.

A sede do Museu

Em 5 de novembro de 1910 inaugurou-se o novo prédio da Polícia Central, sede dos serviços centrais da Polícia do Rio de Janeiro e Gabinete do Chefe de Polícia do Distrito Federal.

Situado na Rua da Relação, no Centro da cidade, o prédio traduzia para os trópicos a essência do que havia de mais moderno nos edifícios destinados a sedes de polícia na Europa. Foi o primeiro prédio do Brasil projetado e destinado especialmente para esse fim.

A sua inauguração marcou um importante momento de transformação da Polícia do estado democrático de direito, substituindo métodos empíricos do passado pelo exercício da polícia judiciária pautada na lei e apoiada no trabalho desenvolvido pelas perícias criminal e médico-legal.

Parte de um movimento de valorização da polícia judiciária, inspirado em juristas como Alfredo Pinto, Cardoso de Castro, Leoni Ramos e outros, materializado na nova construção pelo encontro dos principais órgãos de investigação representados pelas delegacias auxiliares e as perícias criminal e médico-legal e mais o Gabinete de Identificação, de forma a se constituir num centro de excelência a disposição da elucidação dos mais intrincados crimes e valiosa ferramenta de controle da incidência criminal.

Para ratificar a importância atribuída à segurança pública pelo governo do Presidente Afonso Pena, o projeto arquitetônico foi entregue a Heitor de Mello (1876-1920), maior prêmio da arquitetura da Exposição Universal de 1908 e comprovadamente um profissional afinado com o modelo de urbanismo das grandes avenidas e monumentos em construção durante o processo de remodelamento urbano da Capital.

O prédio homenageia o estilo eclético francês. Relembra com um torreão e uma entrada monumental os edifícios pós-Haussmann e as exposições Universais, marcos do avanço tecnológico de épocaNa atualidade, esse monumento tombado como patrimônio artistico e cultural do Estado, é a sede do Museu da Polícia Civil.

Ver também


Vídeos


Imagem

Palácio da Polícia

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